Os juros futuros operavam estáveis, com leve viés de baixa, alinhados ao movimento do dólar, na véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado manteve postura cautelosa enquanto se prepara para a definição de política monetária e acompanha o julgamento do ministro Alexandre de Moraes no STF, marcado para esta terça-feira.
A reação às notícias econômicas do dia foi comedida: as vendas no varejo vieram abaixo do esperado e duas pesquisas — CNT/MDA e Idexa/Broadcast — trouxeram sinais políticos, mas ambos os fatos tiveram efeito limitado nos índices futuros. Investidores, em geral, parecem priorizar eventos institucionais e a agenda do Copom na formação de expectativas de juros.
Às 9h17, a referência para o DI de janeiro de 2027 estava em 13,580%, ante 13,585% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 marcava 13,840%, de 13,867%, e o de janeiro de 2031 registrava 14,085%, abaixo dos 14,108% apurados no ajuste de segunda-feira (14). O movimento sinaliza uma leve acomodação nas taxas de longo prazo.
Do ponto de vista político e institucional, o julgamento no Supremo adiciona uma camada de atenção no curto prazo: embora, por ora, o mercado não tenha se movido de forma abrupta, episódios desse tipo podem gerar volatilidade episódica. Para o curto prazo, a leitura predominante é de estabilidade; para o horizonte do Copom, analistas seguirão atentos ao balanço entre dados econômicos e ruído político.