Os contratos de DI fecharam a segunda-feira com leve estabilidade, em sessão de agenda econômica vazia e com agentes divididos entre notícias externas e politica doméstica. A taxa para janeiro de 2028 ficou em 13,88%, ante 13,857% no ajuste anterior; na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 recuou a 14,495% ante 14,519%.

No âmbito externo, o foco foi a decisão do Tesouro dos EUA de anunciar novas sanções contra 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao Irã, mas sem detalhar alvos financeiros ou prazos de implementação. O secretário do Tesouro evitou especificar países ou datas, mantendo um grau de incerteza que levou operadores a trabalhar com cautela.

No front doméstico, a pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno (46% a 45%), com margem de erro de 2 pontos, um sinal que reforça a atenção do mercado ao risco político. Pela manhã, o boletim Focus trouxe recuo marginal na projeção do PIB para 2026, agora em 1,95%, e estabilidade parcial nas expectativas de inflação para 2024 e 2028.

Para os próximos dias, agentes vão monitorar dados de inflação e atividade nos EUA e o simpósio de Jackson Hole, que podem redesenhar apostas sobre juros globais. No plano doméstico, combinação de cenário fiscal ainda aberto e oscilações nas pesquisas eleitorais tende a manter a volatilidade no prêmio de risco — e a exigir resposta política para evitar contaminação mais ampla nos ativos brasileiros.