Os contratos futuros de DI fecharam em alta nesta segunda-feira, acompanhando o movimento dos títulos americanos e a elevação do preço do petróleo. Na ponta curta, o DI para janeiro de 2027 subiu para 13,75%; para janeiro de 2028 a taxa ficou em 13,82% (+3 pontos-base) e, na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 avançou para 14,505% (+9 pontos-base).

Investidores reagiram ao avanço dos rendimentos dos Treasuries, com o título de 10 anos acima de 4,70%, e ao aumento do prêmio por risco alimentado pela retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Hormuz. O efeito combinado elevou custos de financiamento e reduziu o espaço imediato para o alívio nas taxas domésticas.

No Brasil, a atenção se volta agora para a ata do Copom e para o IPCA de julho, ambos previstos para terça-feira. Esses documentos são vistos pelo mercado como fundamentais para calibrar a probabilidade de um novo corte da Selic em setembro; dados mais firmes de inflação ou sinalização mais cautelosa do BC podem complicar a narrativa de flexibilização monetária.

Analistas destacam que a alta do petróleo e o repique dos juros externos ampliam a volatilidade e exigem disciplina fiscal e política por parte do governo para evitar passivos que elevem prêmios no país. Em resumo: o mercado reajusta preços à vista de riscos externos e de indicadores domésticos que definirão a trajetória dos juros.