Os contratos de juros futuros fecharam em alta nesta quinta-feira, acompanhando a escalada dos rendimentos dos Treasuries e o avanço do petróleo. A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou a sessão em 13,945%, contra 13,899% na véspera; na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 ficou em 14,7%, ante 14,668%.
O movimento externo foi puxado pelo fim do alívio gerado por medidas anunciadas pelo Tesouro dos Estados Unidos. Na quarta, Washington informou que dobrará o volume de recompra de títulos de prazo mais longo no próximo trimestre para pelo menos US$ 4 bilhões. Apesar de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ter sinalizado que o volume pode ser ampliado novamente, essa sinalização não sustentou totalmente a queda dos rendimentos.
Por volta das 16h30, o Treasury de dez anos subia 4 pontos-base para 4,692%, enquanto o papelde 30 anos avançava 4 pontos-base para 5,231%. Outro fator que pressiona preços e taxas globais é o petróleo: os contratos do Brent fecharam em alta de 2,36%, a US$ 93,78, após avisos de retaliações do presidente dos EUA contra países que apoiem o Irã.
Para o mercado doméstico, a combinação de Treasuries mais caros e petróleo em alta tende a elevar o custo de financiamento e a pressionar a trajetória da dívida pública. Em termos práticos, a alta alonga a curva de juros e reduz espaço para acomodação fiscal e monetária, impondo maior atenção do governo e dos investidores ao custo real do crédito.