Os juros futuros operavam em alta na manhã desta sexta-feira, retomando parte do ajuste da véspera, mas em torno da estabilidade frente ao fechamento. A movimentação ocorre apesar da queda do petróleo, sinal de que investidores estão mais atentos a outros vetores de risco e à leitura de indicadores domésticos.
Entre os fatores no radar estão a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã, o PIB brasileiro do primeiro trimestre — que registrou alta de 1,1%, em linha com a mediana das projeções — e o anúncio do governo dos Estados Unidos de que pretende incluir o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas. O conjunto de notícias reconfigura percepções sobre risco e liquidez no curtíssimo prazo.
Para o economista-chefe da Bravonte, Eduardo Velho, o mercado mostra-se hoje descolado do movimento do petróleo e passa a avaliar com mais atenção os desdobramentos da medida americana em relação às facções criminosas brasileiras. Analistas apontam que decisões externas desse tipo podem influenciar percepção de risco e fluxos, ainda que o efeito final dependa de manifestações e ações subsequentes.
Às 9h33, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,110% (ante 14,053% no ajuste e 14,100% no fechamento anterior). O DI jan/2029 estava em 13,890% (13,805% no ajuste; 13,885% no fechamento), e o vencimento jan/2031 foi a 13,985% (13,895% no ajuste; 13,960% no fechamento de quinta-feira). Movimentos como esse elevam o custo do financiamento no curtíssimo prazo e requerem atenção à evolução do risco-país e à agenda fiscal.