A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu, em decisões monocráticas proferidas na sexta-feira (26) e comunicadas ao mercado no domingo (28), a venda da participação da Oi na V.tal por R$ 4,5 bilhões. A operação, apontada como peça central do plano de recuperação judicial da operadora, foi paralisada temporariamente.
A medida atende a recursos de credores e investidores que questionaram a homologação da proposta vencedora apresentada por BGC Fibra Participações e por fundos e veículos ligados ao BTG Pactual. Com a suspensão, o processo de homologação e transferência do ativo fica travado até nova deliberação judicial.
A V.tal, maior rede neutra de fibra óptica fim a fim do país, é o principal ativo remanescente da Oi na reestruturação. A paralisação da venda amplia a incerteza sobre a capacidade da empresa de cumprir o calendário aprovado e sair da recuperação, além de elevar o risco de reprecificação do ativo e de renegociações entre credores.
No plano político e econômico, a decisão acende alerta sobre a robustez dos acordos fechados para a liquidação do passivo da Oi e reforça a necessidade de soluções que preservem valor sem diluir o processo de recuperação. Para a administração e investidores, o desafio passa a ser recuperar confiança e acelerar alternativas perante o Judiciário e o mercado.