O Bank of America reportou lucro líquido de US$ 8,6 bilhões nos três meses encerrados em 31 de março, ante US$ 7,4 bilhões no mesmo período do ano anterior, refletindo maior atividade nos negócios de trading e a retomada das operações de fusões e aquisições. O lucro por ação subiu para US$ 1,11, de US$ 0,89 no ano anterior.
As receitas com taxas da divisão de banco de investimento cresceram 21%, para US$ 1,8 bilhão, bem acima da expectativa interna de cerca de 10%. A unidade BofA Securities protagonizou assessorias em grandes negócios, entre eles a compra pela McCormick da divisão de alimentos da Unilever, a operação da Boston Scientific com a Penumbra e a consolidação no setor de energia com a aquisição da Coterra pela Devon Energy.
A administração afirma observar os riscos, mas ressalta que a demanda dos clientes, o consumo robusto e a qualidade dos ativos permanecem em níveis confortáveis, apontando para uma economia americana resiliente. Para o banco, o salto nas receitas de trading e M&A alivia a pressão sobre resultados recorrentes e amplia a flexibilidade para gestão de capital diante da volatilidade.
Do ponto de vista do mercado, o desempenho evidencia como grandes instituições financeiras conseguem se beneficiar de janelas de maior volatilidade e de ciclos de consolidação setorial. Para investidores e formuladores de política, é mais um sinal de que a atividade corporativa e o consumo seguem sustentando ganhos, ainda que riscos globais e flutuações nos mercados mantenham incerteza sobre a persistência desse ritmo.