A Maersk comunicou nesta quinta-feira (25) que o Maersk Baltimore e uma embarcação fretada realizaram com êxito a travessia do Estreito de Ormuz e deixaram o Golfo durante a madrugada. Segundo a empresa, as operações foram conduzidas em estreita coordenação com parceiros de segurança e após avaliações detalhadas do risco.
O movimento ocorre em meio às interrupções provocadas pela guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro, que prejudicou o tráfego de passageiros e cargas na região. Concorrentes como Hapag-Lloyd e CMA CGM também enfrentaram impedimentos para entrar ou sair do Golfo, ampliando o efeito sobre rotas que são vitais para comércio e energia.
A Maersk afirma que, dos 47.000 contêineres destinados ao mercado do Golfo no início do conflito, 44.000 já foram entregues — restando cerca de 3.000 em espera para entrega final. Ainda há três navios no Golfo: a empresa planeja uma nova travessia pelo Estreito e manterá dois outros em serviços regionais dentro do próprio Golfo.
A saída de duas embarcações traz alívio pontual às cadeias de abastecimento, mas não encerra a incerteza. Riscos persistentes elevam custos de seguro e frete, forçam rotas alternativas e mantêm pressão sobre prazos de entrega. Para exportadores e importadores, a mensagem é clara: a logística internacional segue vulnerável e sensível a novas escaladas na região.