O concurso 3041 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 165 milhões, será sorteado domingo (9), às 11h, no Espaço da Sorte, em São Paulo, com transmissão da Caixa. O dado relevante para quem sonha com o prêmio não é só a aposta: é o que esse montante rende ao ser aplicado diante da atual taxa básica de juros, estimada em 14%.

Levantamento encomendado ao estrategista Michael Viriato, da Casa do Investidor, mostra que a poupança continua oferecendo o menor retorno. No horizonte de um mês, os R$ 165 milhões renderiam pouco mais de R$ 1 milhão; em um ano, o ganho aproximado seria de R$ 13,4 milhões. A vantagem operacional da poupança é a isenção de Imposto de Renda, mas isso não compensa o desempenho inferior.

A melhor hipótese, segundo a simulação, são CDBs de bancos médios remunerando 110% do CDI: o mesmo principal geraria cerca de R$ 1,5 milhão em um mês e R$ 20,8 milhões ao fim de 12 meses. Tesouro Selic, fundos DI e outros títulos pós-fixados também foram considerados; as contas já trazem rendimentos líquidos, com desconto do IR, e adotam taxa de administração de 0,5% para fundos DI e 0,2% para Tesouro Selic na simulação.

O resultado evidencia um ponto político-econômico prático: a Selic elevada melhora o retorno da renda fixa, mas a tradicional poupança perde competitividade mesmo entre pequenos poupadores. Para ganhadores de loteria ou investidores com alta liquidez, a escolha entre securança, rentabilidade e custos (taxas e impostos) exige orientação técnica. Em termos mais amplos, o panorama reforça a necessidade de combinar estratégia e clareza sobre tributação e encargos ao decidir onde aplicar valores extraordinários.