A Mega-Sena sorteia neste domingo (concurso 3063) um prêmio estimado em R$ 45 milhões. Um levantamento solicitado ao estrategista Michael Viriato, da Casa do Investidor, mostra que o destino desse montante faz diferença: com a taxa Selic em 13,75%, o rendimento anual varia de pouco mais de R$ 3,6 milhões na poupança a até R$ 5,5 milhões em CDBs de bancos médios que remuneram 110% do CDI.

Segundo a simulação, a poupança entrega o menor retorno entre as alternativas testadas: cerca de R$ 299 mil em um mês e R$ 3,6 milhões em 12 meses. Na outra ponta, um CDB com remuneração de 110% do CDI renderia aproximadamente R$ 422 mil em um mês e R$ 5,5 milhões em um ano. As contas já consideram os efeitos do Imposto de Renda sobre os ganhos — exceto na poupança, que é isenta — e adotam taxas administrativas de referência: 0,5% para fundos DI e 0,2% para Tesouro Selic, embora esses custos variem conforme instituição.

O relatório inclui também Tesouro Selic e fundos DI, que acompanham a taxa básica e o CDI. Essas opções costumam aparecer entre a poupança e os CDBs mais rentáveis: oferecem liquidez e segurança, mas o rendimento líquido depende de taxa de administração e do IR. A lição prática para quem eventualmente ganhar a Mega-Sena é clara: a escolha da aplicação determina milhões a mais — e deve considerar, além do rendimento bruto, tributação, custos, liquidez e risco de crédito das instituições emissoras.

Num cenário de juros elevados, a renda fixa volta a atrair atenção, mas não elimina a necessidade de planejamento financeiro e aconselhamento profissional. Para quem pensa em proteger o prêmio, combinar Tesouro Selic (para liquidez e segurança) com CDBs seletos (para elevar ganhos) pode ser a estratégia, desde que acompanhada de avaliação de custódia, prazos e diversificação. O sorteio será transmitido ao vivo pelas redes da Caixa; para o vencedor, o próximo passo decisivo será a escolha correta onde aplicar os R$ 45 milhões.