O Mercado Livre diz estar numa nova fase no uso da inteligência artificial: não mais apenas adotar ferramentas, mas otimizar seu emprego para gerar eficiência operacional e melhorar governança, segundo Fernando Yunes, executivo responsável pela operação no Brasil.

A companhia admite que os custos das tecnologias são elevados e que o desafio atual é fazer com que o investimento entregue retorno financeiro claro. Na avaliação interna, a prioridade mudou da experimentação para a gestão do uso e medição dos ganhos.

Na prática, a próxima etapa da transformação digital passa pela integração entre conteúdo e comércio: vídeos, entretenimento e influenciadores serão usados para engajar consumidores e facilitar a jornada de compra, aproximando a plataforma de formatos já comuns nas redes sociais.

A aposta tem potencial para aumentar cliques e tempo de interação, mas também levanta questões: como mensurar o impacto real nas vendas, qual será o custo de produção e curadoria desse conteúdo, e até que ponto isso melhora margens em um setor já pressionado por competição intensa.

Para investidores e concorrentes, o movimento sinaliza busca por diferenciação. Mas a eficácia da estratégia dependerá de disciplina na avaliação de resultados e da capacidade do Mercado Livre de transformar maior engajamento em conversões consistentes, sem perder foco na eficiência.