Além do já conhecido Tesouro Direto, investidores têm recorrido ao mercado secundário para comprar e vender títulos públicos entre si, por meio de corretoras. Essa via não altera a rentabilidade contratada no momento da emissão, mas pode reduzir custos operacionais que incidem sobre o investimento.

A diferença mais citada é a taxa da B3 de 0,2% ao ano cobrada no Tesouro Direto para a maioria dos papéis — exceção feita ao Tesouro Selic para aplicações até R$ 10 mil — e a possibilidade de algumas corretoras oferecerem acesso ao mercado secundário sem essa tarifa. Essa economia pode representar ganho relevante no longo prazo.

Especialistas ouvidos no programa Resenha do Dinheiro, apresentado por Thiago Godoy e com participação de Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch, apontam, porém, que a vantagem depende da estrutura de custos da corretora. Honorar corretagem, diferenças de marcação a mercado e outros encargos podem reduzir a economia esperada.

Para o investidor comum, a regra é simples: comparar. Consultar as condições no Tesouro Direto e checar tabelas de taxas em plataformas e na Anbima antes de executar negócios no mercado secundário evita surpresas e preserva a eficiência da carteira de renda fixa. A alternativa é válida, mas exige due diligence.