A confiança do consumidor em São Paulo recuou em julho, mas manteve-se em nível otimista apoiada pelo mercado de trabalho, segundo a FecomercioSP. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 2% na margem, para 121,6 pontos, embora registre alta de 11,6% na comparação anual.
Apesar do emprego sustentar a renda e evitar uma deterioração mais acentuada das expectativas, o impulso não tem se traduzido com a mesma intensidade em aumento de consumo. Juros elevados, inflação concentrada em itens essenciais e alto comprometimento da renda levam famílias a priorizar gastos básicos e postergar compras de maior valor.
Na leitura por grupos, a queda mensal atingiu todos os segmentos, com maior recuo entre famílias com renda de até dez salários mínimos (-2,6%), homens (-2,5%) e consumidores com menos de 35 anos (-2,1%). Em termos anuais, porém, esses mesmos grupos registram as maiores variações positivas, o que mostra sensibilidade a emprego, renda e crédito.
Subíndices como o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) também caíram na margem, enquanto a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) anotou a quarta retração consecutiva. Para o varejo, o cenário indica crescimento moderado e maior seletividade do consumidor; a federação recomenda aprofundar o conhecimento do cliente, reforçar segmentação e preservar capital de giro, já que descontos têm efeito limitado diante do custo do crédito.