As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta segunda-feira, em reação ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o país acertou a compra de diesel da Rússia. O movimento teve papel relevante na leitura de investidores sobre risco político e oferta de combustíveis antes das eleições legislativas americanas de 3 de novembro.

Os números foram dispersos: o Kospi sul-coreano recuou 3,65%, encerrando a 6.384,24 pontos, no retorno do feriado; o Hang Seng subiu 0,25%, a 24.271,20; e o Taiex assinalou leve queda de 0,02%, a 49.301,96. Na China continental, Xangai perdeu 0,43% (3.797,24) e Shenzhen cedeu 1,79% (2.327,29). A sessão japonesa foi afetada por feriado, enquanto a bolsa australiana avançou 0,76%, com o S&P/ASX 200 aos 8.783,20 pontos.

O anúncio presidencial, feito após contato com Vladimir Putin, foi tratado como medida para conter a alta dos combustíveis no curto prazo. Moscou não comentou publicamente o acordo e, ao mesmo tempo, Trump afirmou que Rússia e Ucrânia teriam concordado em suspender ataques a infraestruturas energéticas — informação sem detalhes que aumenta a incerteza do mercado.

Analistas e investidores interpretam o movimento como de curto prazo e de natureza política, capaz de reduzir pressões nos preços dos derivados, mas também de gerar riscos reputacionais e geopolíticos ao normalizar exportações russas. A ausência de clareza sobre os termos e a reação cautelosa de Kiev — onde Zelensky condicionou suspensão de ataques a refinarias russas à paralisação de ofensivas contra redes ucranianas — explicam o comportamento misto das praças asiáticas.