A Meta Platforms iniciou a demissão de aproximadamente 8 mil funcionários, segundo reportagem da Bloomberg. Fontes ouvidas pelo veículo dizem que os cortes devem recair sobretudo sobre equipes de engenharia e produto, e que novas dispensas podem ocorrer ao longo do ano.
Ao mesmo tempo, a empresa planeja realocar cerca de 7 mil trabalhadores para projetos de inteligência artificial e deixou em aberto 6 mil vagas que não serão preenchidas. A própria direção vinculou parte dos cortes ao esforço de adaptação à IA, movimento que repete tendência do setor de priorizar investimentos em infraestrutura e talento especializado.
Na divulgação do balanço do 1º trimestre, em 29 de abril, a Meta elevou a projeção de gastos de capital para 2026 em US$10 bilhões, para um intervalo de US$125 bilhões a US$145 bilhões, citando custos maiores de componentes e despesas adicionais com data centers. No período, a companhia registrou lucro líquido de US$26,8 bilhões e receita de US$56,3 bilhões, superando estimativas de analistas.
O anúncio combina alta lucratividade com reestruturação e corte de pessoal, o que abre espaço para questionamentos sobre prioridades e custo social da transição tecnológica. Para investidores, o aumento de capex reforça compromisso com a IA; para empregados e fornecedores, implica ajuste de oferta de trabalho e pressão por eficiência operacional.