A Meta Platforms informou que elevará para mais de US$ 50 bilhões o investimento no megacomplexo de data center em Richland Parish, na Louisiana, praticamente dobrando a previsão inicial de US$ 27 bilhões. O projeto, em construção desde dezembro de 2024, terá capacidade computacional planejada de 5 gigawatts, tornando-se o maior data center da empresa.

Segundo a companhia, mais de US$ 1,6 bilhão em contratos já foram destinados a empresas locais desde o início das obras. A expansão inclui ainda mais de US$ 1 bilhão em melhorias de infraestrutura — estradas, abastecimento de água e sistemas de esgoto — e, quando entrar em operação, o complexo deverá sustentar mais de mil postos de trabalho. A Meta afirmou que continuará a arcar com custos de energia, água e outras infraestruturas usadas pelo empreendimento.

No plano energético, a empresa fechou acordo com a Entergy Louisiana para financiar parte da infraestrutura, que envolve novas usinas a gás natural, baterias de armazenamento em larga escala e reforços na rede elétrica. O movimento reforça a corrida das grandes empresas de tecnologia por capacidade de computação dedicada à inteligência artificial, mas também suscita perguntas sobre a dependência de combustíveis fósseis na energia que alimentará esse salto de processamento.

Do ponto de vista político e econômico, o anúncio representa ganho claro para contratos e obras locais, mas impõe desafios a governos e reguladores: acomodar demandas por energia e saneamento, garantir benefícios duradouros além dos empregos de construção e avaliar custos ambientais e de infraestrutura. A Meta ressalta o 'impacto econômico real' do projeto; cabe agora à gestão pública medir e fiscalizar esse impacto para que os ganhos não fiquem restritos ao período de obras.