A Microsoft divulgou lucro líquido de US$ 31,77 bilhões no terceiro trimestre fiscal encerrado em 31 de março, alta de 20% em moeda corrente, e lucros ajustados por ação de US$ 4,27, acima do consenso da FactSet (US$ 4,05). A receita somou US$ 82,9 bilhões, 15% acima do ano anterior e ligeiramente superior à expectativa de US$ 81,4 bilhões.

O motor por trás do desempenho continua sendo a divisão de serviços em nuvem e inteligência artificial. O Microsoft Cloud faturou US$ 54,4 bilhões (+25%) e a chamada 'nuvem inteligente', que inclui o Azure, atingiu US$ 34,7 bilhões (+28%). A empresa afirma que o negócio de IA já supera US$ 37 bilhões em receita anualizada, com crescimento de 123% em relação ao ano anterior.

Apesar dos resultados operacionais robustos, o fluxo de caixa livre caiu 22%, para US$ 15,8 bilhões, pressionado por maiores investimentos para atender à demanda por nuvem e IA. Esse recuo no caixa chamou a atenção do mercado e ajudou a penalizar o papel, expondo o trade-off entre expansão acelerada e geração de caixa no curto prazo.

A leitura é dupla: investidores celebram o crescimento puxado por nuvem e IA, mas também cobram eficiência e retorno diante do custo das apostas. A trajetória de investimentos pode sustentar receita e posicionamento tecnológico, mas aumenta a pressão por resultados consistentes que justifiquem múltiplos e política de capital no médio prazo. (Com informações da Dow Jones Newswires.)