A Motiva anunciou lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões no primeiro trimestre, alta de 16,3% sobre o mesmo período do ano anterior. O ganho superou a expectativa média dos analistas compilada pela LSEG, que apontava para R$ 549,8 milhões, mas o quadro apresenta nuances relevantes.
O Ebitda ajustado ficou em R$ 2,24 bilhões, expansão de 9,3% ante 1º trimestre do ano passado e margem de 67,3%, mas abaixo do consenso de R$ 2,56 bilhões. A receita líquida foi R$ 3,33 bilhões, avanço de 5,7%, porém distante da projeção de R$ 4,18 bilhões — números que frustraram o mercado.
A companhia atribuiu a melhora no lucro à otimização do portfólio, com entrada de projetos rodoviários em São Paulo e no Paraná e repactuação do contrato da BR-163, no Mato Grosso do Sul. Importante: receita e Ebitda divulgados não incluem os aeroportos vendidos à mexicana Asur em novembro passado.
A alavancagem encerrou o trimestre em 3,6 vezes, estável ante o fim do ano passado e em relação ao relatório do 1º trimestre de 2025. Os investimentos subiram 21,7% no trimestre, para R$ 1,47 bilhão. Em suma, o lucro reforça ganho financeiro pontual, mas o desempenho operacional sinaliza necessidade de recuperação na geração de caixa orgânica.