A MRV deu início em março às obras do Ipê Amarelo, segundo empreendimento do complexo Cidade Sete Sóis, que se assume como o primeiro bairro planejado de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O projeto, implantado em cerca de 378 mil m², prevê a construção de cerca de 6 mil moradias ao longo de dez anos e capacidade para abrigar até 24 mil moradores, segundo a incorporadora.

O conceito do bairro aberto aposta no modelo de cidades de 15 minutos: unidades enquadradas no programa habitacional federal, comércio e serviços integrados e infraestrutura de lazer — salão de festas, piscinas, bicicletário e espaços comerciais estão no escopo do Ipê Amarelo. O Residencial Bálsamo, primeiro empreendimento do complexo, teve obras iniciadas no ano passado e registrou boa procura, diz a empresa.

O avanço privado ocorre em paralelo a intervenções públicas que reordenam a mobilidade local. Em janeiro a prefeitura entregou a expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil, e seguem as obras do túnel sob o Morro Luís Bom — duas galerias de 566 m e 513 m que incluem pistas de rolamento e ciclovia. A MRV aposta que essa combinação tenderá a valorizar imóveis e reduzir deslocamentos, afirma Alexandre Boffoni, diretor de Desenvolvimento Imobiliário da empresa no Rio.

Do ponto de vista econômico e urbano, o conjunto tem potencial de atrair investimentos e elevar receitas locais. Mas também impõe desafios: a concentração de novos moradores exige coordenação entre iniciativa privada e poder público para evitar gargalos em transporte, serviços e manutenção de espaços públicos. Em resumo, o Cidade Sete Sóis sinaliza um caminho de crescimento mais planejado — desde que as obras viárias e as políticas públicas prometidas acompanhem o ritmo das construções.