Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira (8), com o Nasdaq subindo 1,71% a 26.247 pontos e o S&P 500 avançando 0,84% a 7.398 pontos. O Dow Jones teve leve alta de 0,02%, a 49.609 pontos. O movimento foi liderado por ações ligadas à inteligência artificial e por fabricantes de chips.

Um relatório de emprego mais forte do que o esperado em abril, com a taxa de desemprego estável em 4,3%, reforçou a percepção de resiliência do mercado de trabalho e alimentou a aposta dos investidores de que o Federal Reserve manterá as taxas estáveis na faixa de 3,50% a 3,75% ao longo do ano. Ao mesmo tempo, a confiança do consumidor dos EUA caiu a uma mínima recorde no começo de maio, pressionada por preços mais altos da gasolina.

O rali foi concentrado: Nvidia subiu 1,8% e empresas de memória e armazenamento como Micron e Sandisk dispararam mais de 15% cada, diante da demanda por data centers de IA. Das 440 empresas do S&P 500 que já divulgaram resultados, 83% superaram estimativas, o que ajuda a sustentar ganhos: o S&P acumula cerca de 8% em 2026 e o Nasdaq, 13%, com sexta semana consecutiva de alta para ambos.

O quadro, porém, é misto. O petróleo fechou em alta nesta sexta (WTI a US$ 95,42; Brent a US$ 101,29), diante do aumento de tensão no Estreito de Ormuz, algo que pode pressionar expectativas de inflação. Empresas como Cloudflare tiveram perdas acentuadas após cortes de pessoal e revisões, e CoreWeave viu ação cair após elevar previsões de despesas de capital. Em suma: rally concentrado em pochetes de tecnologia e preocupação com custos de energia criam duplo desafio — sustentar altas sem ampliar riscos inflacionários que podem complicar a estratégia do Fed e a persistência do ciclo de ganhos.