A Nike anunciou nesta quinta-feira corte de cerca de 1.400 postos de trabalho em suas operações globais, uma redução que reúne funcionários principalmente da área de tecnologia e atinge América do Norte, Ásia e Europa. O número representa pouco menos de 2% da força de trabalho global, segundo comunicado interno do diretor de operações Venkatesh Alagirisamy.

É o mais recente movimento de ajuste em uma sequência de demissões que a empresa já vinha promovendo diante de uma crise nas vendas que se arrasta há anos. Em janeiro, a Nike cortou 775 vagas como parte de um esforço para acelerar a automação — agora a empresa sinaliza nova onda de racionalização para otimizar fluxos de trabalho.

No comunicado, a companhia justificou os cortes como passo para integrar melhor as cadeias de suprimentos de materiais, calçados e vestuário, e para concentrar operações de tecnologia em dois polos: a sede em Beaverton, Oregon, e o Centro de Tecnologia na Índia. A reestruturação tem o objetivo declarado de reduzir sobreposição e gerar maior eficiência operacional.

Do ponto de vista econômico, a decisão mostra pressões reais sobre a margem e a necessidade de cortar custos diante da perda de dinamismo nas vendas. Ao mesmo tempo, concentrações de tecnologia e sucessivas dispensas podem provocar perda de talento e custos de transição que atrasem projetos. Para investidores e mercado, o movimento acende um sinal de alerta sobre a velocidade da recuperação comercial da Nike e sobre a capacidade da gestão de equilibrar eficiência e inovação.