As bolsas da região Ásia‑Pacífico seguiram caminhos distintos nesta sexta‑feira, em um dia marcado por menor liquidez em razão do feriado do Barco‑Dragão na China. O índice japonês Nikkei subiu 0,28%, alcançando 71.250,06 pontos — um novo patamar recorde —, ao passo que o sul‑coreano Kospi cedeu 0,13%, fechando em 9.052,42 pontos.

O contraste evidencia uma seletividade por parte dos investidores: setores e praças com fundamentos mais sólidos conseguem avanço mesmo em um ambiente de aversão moderada ao risco, enquanto outras bolsas reagem ao ajuste de posições. A ausência de cotações na China continental, Hong Kong e Taiwan reduziu o volume global e pode ter amplificado movimentos localizados.

No mercado de commodities, o petróleo operou em alta modesta. A elevação reflete o adiamento de nova rodada de negociações entre Teerã e Washington na Suíça, além de episódios recentes de violência — incluindo ataques de Israel no sul do Líbano — que mantêm o prêmio de risco geopolítico no mercado de energia.

Na Oceania, a Bolsa australiana teve desempenho negativo: o S&P/ASX 200 recuou 0,92%, para 8.828,70 pontos, em linha com um sentimento global mais cauteloso. Para investidores em mercados emergentes, a combinação de menor liquidez regional e ruídos geopolíticos reforça a necessidade de gerenciamento de risco e seletividade por ativos.

O quadro deixa claro que eventos políticos e feriados regionais continuam a influenciar a dinâmica de preços, mais ainda em semanas com poucos dados macro robustos. A dispersão entre índices sublinha que a trajetória dos mercados nos próximos dias dependerá tanto da evolução das negociações internacionais quanto da volta ao pregão dos principais centros chineses.