A Nvidia recuperou o patamar de US$ 5 trilhões em valor de mercado após suas ações subirem 4,2% na sexta-feira (24), um movimento que acrescentou mais de US$ 200 bilhões à capitalização da companhia. O salto reafirma a posição da empresa como a mais valiosa do ranking global, seguido por Alphabet, Apple, Microsoft e Amazon; a taiwanesa TSMC aparece em sexto, com cerca de US$ 2,09 trilhões.
O impulso do setor de semicondutores foi parcialmente creditado aos resultados da Intel: as ações da rival subiram quase 24% depois de um trimestre forte, e já mais que dobraram de valor no ano, com a relação preço/expectativa de lucros em níveis recordes. Para analistas do BofA Securities, os números da Intel sinalizam aceleração da demanda e maior poder de precificação em CPUs de servidor que alimentam cargas de trabalho de inteligência artificial.
Ainda assim, o rali levanta sinais de alerta sobre concentração de valor em poucas gigantes tecnológicas e possíveis excessos de valuation. O BofA lembra que a AMD já tem um produto para servidores robusto e que variantes baseadas em ARM — citadas como NVDA Vera, AWS Graviton, Google Axion e propostas ARM AGI — podem desafiar a arquitetura x86, aberta pela Intel em 1978, e ganhar participação de mercado.
Para investidores e gestores, o cenário impõe maior atenção a riscos de concentração e a velocidade com que expectativas por IA são precificadas nas ações. Do ponto de vista industrial, a disputa entre arquiteturas e fornecedores tende a moldar preços, margens e decisões de investimento em data centers, com impacto direto na dinâmica de lucros das principais empresas do setor.