A OpenAI informou que vai criar uma nova empresa com investimento inicial superior a US$ 4 bilhões para ajudar companhias a desenvolver e implantar sistemas de inteligência artificial. A estratégia inclui a compra da consultoria Tomoro, uma aposta para acelerar a presença comercial do grupo no mundo dos negócios.
Segundo a própria OpenAI, a Tomoro — criada em 2023 em aliança com a companhia — integrará desde o primeiro dia cerca de 150 engenheiros e “especialistas em implantação”. A nova unidade, controlada majoritariamente pela OpenAI, trabalhará com equipes internas das empresas para identificar onde a IA tem maior impacto operacional.
O movimento confirma uma transição clara: depois do sucesso inicial no mercado consumidor com o ChatGPT, a empresa busca diversificar receitas e consolidar contratos corporativos. A iniciativa amplia a corrida por clientes empresariais e responde ao avanço da Anthropic, cuja família Claude tem tido rápida adoção no setor.
Do ponto de vista econômico e institucional, a iniciativa tende a acelerar a adoção de IA nas empresas, mas também levanta questões sobre concentração de talento, dependência de fornecedores e desafios de governança. A escala exigida para implantar IA de fronteira em ambientes corporativos exige controles, integração com infraestruturas legadas e pode gerar custos e riscos operacionais que empresas e reguladores terão de enfrentar.