Sete países membros da aliança Opep+ — entre eles Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — reafirmaram neste domingo, em reunião virtual, o compromisso com a estabilidade do mercado global de petróleo e decidiram manter, para outubro, os níveis de produção previstos para setembro de 2026, segundo nota oficial.

No comunicado, o grupo reiterou a busca pela "plena conformidade" com a Declaração de Cooperação, acordo voluntário firmado em dezembro de 2016 entre membros da Opep e produtores aliados fora do cartel para coordenar ajustes de oferta. A aliança também confirmou que seguirá com encontros mensais para monitorar o mercado; o próximo foi marcado para 4 de outubro de 2026.

A manutenção das cotas sinaliza disciplina coletiva e tende a reduzir a volatilidade descendente dos preços, preservando receitas para os países produtores. Ao mesmo tempo, a decisão pode prolongar a pressão sobre importadores e consumidores, em particular em cenários de demanda fraca ou de ajustes na cadeia de combustíveis. Analistas interpretam a mensagem como prioridade à estabilidade de curto prazo em vez de rápidas mudanças de volume.

Para mercados e governos, o ponto de observação agora é a execução: a afirmação de conformidade só terá efeito real se os membros cumprirem as cotas acordadas. A continuidade das reuniões mensais mostra vigilância, mas também expõe a dependência do mercado a decisões coordenadas por grandes produtores — um fator que investidores e formuladores de política fiscal e monetária precisarão monitorar nos próximos meses.