A Opep+ informou neste domingo (5) que sete de seus membros — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Casaquistão, Argélia e Omã — vão elevar a produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto de 2026. O aumento foi decidido em reunião virtual e incide sobre os cortes voluntários adicionais anunciados em abril de 2023. Trata‑se do quarto ajuste consecutivo nos limites de exploração.
No comunicado, o grupo destacou que seguirá monitorando o mercado e adotará uma abordagem 'cautelosa e flexível' para aumentar, pausar ou reverter os ajustes voluntários. A declaração também reafirma o compromisso de compensar integralmente qualquer volume produzido acima do acordado desde janeiro de 2024, com acompanhamento do Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento.
Do ponto de vista prático, o acréscimo de 188 mil bpd é modesto frente ao total diário global e tende a ter efeito contido sobre os preços. A própria sequência de aumentos mostra uma tentativa de normalização gradual, mas a manutenção de reuniões mensais — a próxima marcada para 2 de agosto de 2026 — revela que a coalizão avança com cautela, especialmente diante da volatilidade provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã e pelas dificuldades de escoamento no Estreito de Ormuz.
Politicamente, a decisão mistura sinal de disciplina e flexibilidade: permite a alguns membros acelerar compensações e recuperar receita, sem abrir mão do mecanismo de controle coletivo. Para mercados e consumidores, o ajuste representa um alívio limitado; o ritmo das próximas reuniões e a conformidade internamente serão determinantes para qualquer mudança mais significativa no equilíbrio entre oferta e demanda.