A OPEP+ decidiu manter inalteradas as metas de produção para dezembro em reunião realizada neste domingo (1). A decisão confirmou a expectativa de que não haverá novos ajustes neste ano, enquanto o grupo ainda convive com interrupções nas exportações provocadas pela guerra no Oriente Médio.
Sete integrantes principais — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — participaram da deliberação online, segundo comunicado da organização. Embora países do Golfo tenham ampliado exportações após interrupções, a maior parte dos membros segue produzindo abaixo de suas cotas. Os Emirados Árabes Unidos participaram das decisões mensais até deixarem a OPEP em maio.
A decisão de hoje foi a mais fácil
Ao longo de 2026 os sete membros vêm elevando metas e, em setembro, concluíram a reversão gradual do corte de 1,65 milhão de barris por dia, acordado em 2023. A aliança ainda mantém outra camada de cortes de cerca de 2 milhões de barris por dia que vale para a maioria até o fim de 2026. O grupo precisa concluir no quarto trimestre uma revisão da capacidade produtiva antes de fixar as cotas de 2027; a reunião ministerial marcada para 29 de novembro deve definir a estrutura para o próximo ano.
Analistas destacam que a decisão de segurar as metas por enquanto mantém o mercado em compasso de espera. A evolução do conflito e o retorno do fornecimento interrompido serão determinantes para preços e oferta; na prática, a OPEP+ terá de equilibrar o risco de déficit imediato com a possibilidade de excedente quando os projetos paralisados forem retomados.