O ouro fechou em forte queda na sessão desta segunda-feira (13), retornando abaixo de US$ 4.000 por onça-troy. Na Comex, o contrato para agosto caiu 2,62%, a US$ 4.005,7, enquanto a prata para setembro recuou 3,64%, a US$ 57,972. Durante o pregão o metal chegou a negociar perto de US$ 3.900 na mínima da sessão.
O movimento refletiu uma nova escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo e elevou o dólar. Relatos sobre ataques e declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre controle do Estreito de Ormuz e bloqueios a portos iranianos intensificaram a aversão ao risco regional e elevaram os rendimentos dos Treasuries.
O fortalecimento do dólar e dos yields fez desaparecer parte da procura por ouro, ativo que não paga rendimento, e levou o mercado a ampliar as apostas em aperto do Fed. A ferramenta do CME Group apontou aumento da probabilidade de alta de juros já em setembro. Analistas consultados, como a Forex.com e a GivTrade, destacam que preços de energia persistentemente altos reforçam expectativas de política monetária mais 'hawkish'.
No curto prazo, o cenário combina risco geopolítico e perspectiva de juros maiores, padrão que pressiona metais preciosos e complica a gestão de risco para investidores locais. A alta do dólar e dos juros americanos tende a repercutir sobre câmbio e inflação no Brasil, exigindo monitoramento atento do CPI norte-americano desta semana e das reações do próprio Fed.