O ouro fechou em queda na sessão desta quarta-feira (29), recuando para a faixa de US$ 4.500, no menor nível em quase um mês. Na Comex, o contrato para junho terminou o pregão em baixa de 1%, a US$ 4.561,5 por onça-troy. A prata também acompanhou a trajetória negativa, caindo 2,3% e fechando a US$ 71,569.
O movimento foi influenciado pelo impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos e pela expectativa de que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados. Reportagens internacionais indicaram que Washington planeja manter um bloqueio naval a embarcações iranianas, enquanto Teerã advertiu sobre uma resposta “sem precedentes” caso apreensões prosseguissem. Em paralelo, a declaração pública do presidente Donald Trump de que o Irã “não consegue se acertar” ganhou destaque na cobertura.
Para o Saxo Bank, ouro e prata vêm se desvalorizando desde o início do conflito não por uma deterioração dos fundamentos de longo prazo, mas por mudança abrupta no cenário macroeconômico provocada pela guerra. No curto prazo, o banco aponta que a reabertura do Estreito de Ormuz — e a subsequente queda nos preços do petróleo — seria o principal catalisador para revalorização dos metais.
Do lado doméstico e global, o recuo expõe a sensibilidade dos metais a dois vetores: a dinâmica geopolítica no Oriente Médio e a postura do Fed sobre taxas de juros. Com a expectativa de manutenção dos juros e a votação da indicação de Kevin Warsh aprovada pelo Comitê Bancário do Senado rumo ao plenário, os investidores devem seguir atentos a qualquer mudança nas negociações internacionais que possa reabrir a janela de busca por ativos considerados porto seguro.