Ouro recuou nesta terça-feira (3), ainda que tenha se afastado das mínimas intraday. Na Comex, o contrato para dezembro terminou em US$ 3.940,4 por onça-troy, queda de 0,73%.
A prata também perdeu terreno: o contrato de dezembro caiu 2,23%, para US$ 49,75 por onça-troy. Parte da pressão sobre os metais veio do receio de maior inflação ligada à alta da energia e da reação do mercado a ataques e negociações no Oriente Médio.
Acreditamos que as compras dos bancos centrais serão superadas por outros fatores, o que embasa nossa visão não consensual de que o preço do ouro cairá ainda mais abaixo de US$ 4.000 por onça
O petróleo oscilou durante o pregão depois do ataque dos EUA à ilha iraniana de Qeshm e, ao mesmo tempo, sinais de avanço em conversações mediadas pelo Catar reduziram parte do nervosismo. Investidores agora aguardam o payroll americano, divulgado na sexta-feira, em busca de pistas sobre a trajetória da política monetária do Fed; a ferramenta FedWatch do CME Group indica que o mercado vê majoritariamente uma alta de juros em dezembro.
Consultorias e órgãos do setor oferecem sinais opostos sobre demanda: a Capital Economics aponta que compras de bancos centrais sustentam demanda por ouro, mas acredita que outros fatores podem dominar e pressionar preços abaixo de US$ 4.000; o WGC ajustou para baixo sua projeção de crescimento do investimento em ouro neste ano, de 400 para 200 toneladas, enquanto registrou aumento de 42% nas compras de bancos centrais, a 321 toneladas — o maior total trimestral desde o quarto trimestre de 2024, com Polônia e China liderando as aquisições oficialmente reportadas.