O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira muito próximo da estabilidade, com leve recuo de 0,04%, cotado a US$ 4.728,70 por onça-troy na Comex. O metal havia perdido até 1% no pregão, mas reduziu as perdas ao longo da manhã. Em contraste, a prata para julho teve alta expressiva de 6,3%, fechando a US$ 85,948.

A cautela no mercado refletiu o impasse nas negociações entre EUA e Irã para um cessar-fogo: declarações do presidente americano classificando a resposta iraniana como "totalmente inaceitável" e a reação de Teerã, que considerou a proposta não excessiva, mantiveram a incerteza geopolítica. Ao mesmo tempo, o recuo dos preços do petróleo ajudou a conter a queda inicial do ouro.

Analistas destacam que as pressões inflacionárias continuam a empurrar as expectativas por juros mais elevados por mais tempo — um fator estruturalmente negativo para ativos que não pagam rendimento, como o ouro, segundo o MUFG. Dados robustos do mercado de trabalho dos EUA reforçaram essa leitura, e o mercado agora se volta para o CPI semanal, que pode alterar de forma contingente as perspectivas de política monetária.

Apesar do ambiente adverso no curto prazo, há previsões otimistas para o fim do ano: o ING mantém projeção de que o ouro pode alcançar US$ 5.000 até dezembro, ainda que reconheça a volatilidade gerada pelas tensões geopolíticas e pelas forças macroeconômicas. No curto prazo, rendimentos, dólar e decisões de juros tendem a dominar os movimentos, complicando uma recuperação consistente do metal enquanto a inflação e a política monetária permanecerem no centro das atenções.