O ouro encerrou em queda na sessão desta quinta-feira (16), num dia marcado por alternância entre otimismo e pânico em relação ao Oriente Médio. Na Comex, o contrato para junho caiu 0,32%, fechando a US$ 4.808,30 por onça-troy, depois de ganhos pela manhã e correções à tarde.
A movimentação foi diretamente influenciada por manchetes: pela manhã, declarações do presidente dos EUA que indicavam reunião entre representantes de Israel e do Líbano deram suporte ao metal. Mais tarde, notícias internacionais reacenderam o risco: imprensa estatal citou plano iraniano de cobrar pedágio no Estreito de Ormuz, Al Jazeera apontou falta de data para uma nova rodada de negociações com os EUA, e a Bloomberg projetou que um acordo duradouro pode levar cerca de seis meses.
demanda subjacente permanece resiliente
Analistas mantêm visão cautelosa. Para o ING, o ouro se recuperou parcialmente das perdas recentes, mas fatores como juros mais altos, dólar forte e realização de lucros pressionam no curto prazo — ainda assim, “demanda subjacente permanece resiliente”. A Export Development Canada também vê preços elevados sustentados pela procura por ativos de proteção, e especialistas apontam pico esperado em 2026 com queda gradual a partir de 2027.
Do ponto de vista econômico, o cenário reforça duas mensagens claras: a geopolítica continua a sustentar demanda por proteção e, ao mesmo tempo, a combinação de política monetária mais dura e dólar forte limita altas consistentes. Para investidores e gestores, isso significa operar com hedge e disciplina de risco diante de oscilações que podem aumentar custos e exigir maior flexibilidade na alocação.