O ouro fechou em alta nesta quinta-feira, com investidores reagindo ao recuo nos preços do petróleo que reduziu pressões inflacionárias e pressionou juros e câmbio. Na Comex, o contrato de agosto avançou 0,85%, encerrando em US$ 4.505,00 por onça-troy; a prata também subiu, cerca de 0,38%, para US$ 73,971 por onça-troy.
Analistas apontam que manchetes sobre um cessar-fogo entre Israel e Líbano, além de comentários do presidente americano sobre um possível acordo entre EUA e Irã, mudaram imediatamente a dinâmica de apetite por risco e favoreceram os metais preciosos. Ainda assim, institutos como o TD Securities alertam que o mercado segue vulnerável, diante de ataques e impasses diplomáticos que podem reverter rapidamente o cenário.
No front macro, investidores mantêm o foco nos dados dos EUA e nas pistas sobre o próximo passo do Federal Reserve. Economistas citados pela Dow Jones destacam que o payroll de maio pode alterar a narrativa sobre aperto monetário; enquanto isso, a presidente do Fed de São Francisco reafirmou que a inflação continua sendo a principal preocupação e que a política está pronta para reagir a choques, sem indicar mudança precipitada.
O quadro combina alívio parcial nas expectativas inflacionárias com um pano de fundo de elevada incerteza geopolítica. Para os operadores, isso significa movimentos de curto prazo que beneficiam ativos de proteção, como o ouro, mas também reforça a necessidade de cautela: uma retomada dos riscos externos ou dados de emprego mais fortes podem rapidamente devolver pressão sobre yields e câmbio, complicando a leitura para bancos centrais e para a carteira de investidores.