O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, apoiado por uma combinação de tensões no Oriente Médio e maior demanda de bancos centrais. Na Comex, o contrato para junho subiu 0,42%, a US$ 4.730,70 por onça-troy; a prata para julho avançou 0,85%, a US$ 80,865 por onça-troy.

O movimento reflete aversão ao risco após troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, com a situação ainda sob atenção dos investidores mesmo após o presidente Donald Trump dizer que um cessar-fogo segue em vigor e que há mediação internacional para retomar negociações. Em paralelo, preocupações com inflação, crescimento e o tamanho da dívida pública americana mantêm a procura por proteção.

Analistas destacam também o papel estrutural da China: o PBoC registrou em abril a maior compra mensal de ouro em mais de um ano, segundo bancos, estendendo para 18 meses o ciclo de acumulação. Essa demanda oficial, somada a entradas algorítmicas e institucionais, explica a resiliência do metal mesmo com bolsas globais mostrando força.

Por outro lado, fatores macroeconômicos limitam o rali. Juros reais elevados, dólar forte e reajuste nas expectativas sobre cortes do Fed reduzem espaço para ganhos mais expressivos. Do ponto de vista técnico, mercado vê suporte imediato em cerca de US$ 4.680; um movimento adicional poderia abrir caminho para teste em US$ 4.800, mas a trajetória segue dependente do apetite por risco e da política monetária global.