Ao pagar no exterior, a escolha exibida na maquininha — cobrar em reais ou na moeda local — pode alterar significativamente o custo final. Quando o terminal oferece a conversão para reais, o estabelecimento ou o operador do aparelho pode usar uma cotação própria e acrescentar margem, elevando o valor da compra.

O risco maior é a conversão em duas etapas: por exemplo, uma compra de 100 euros pode ser convertida primeiro para reais pelo comércio e, depois, novamente pelo emissor do cartão quando a transação chega à conta do cliente. Essa dupla conversão costuma sair mais cara do que pagar diretamente na moeda local.

A Global Account do Inter, que pode ser aberta pelo Super App, mantém saldo em dólar em conta no exterior e oferece um cartão global de débito para compras e saques. O cartão funciona em outras moedas, mas a conversão é feita pela rede (Mastercard) e, desde 4 de setembro de 2026, o Inter aplica tarifa de 1% para compras em moeda diferente do dólar americano.

Na prática, prefira pagar na moeda local do país para evitar a taxa aplicada pelo estabelecimento. Ainda assim, confirme antes as tarifas do emissor e da rede do cartão: escolher a moeda local reduz o risco de uma conversão adicional, mas não elimina custos cambiais ou tarifas específicas. Planeje o orçamento e compare alternativas antes da viagem.