A Pague Menos registrou lucro líquido ajustado de R$ 73,6 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 22,2% na comparação anual. O Ebitda ajustado ficou em R$ 281,7 milhões, um avanço de 15,4% e com margem que subiu de 6,1% para 6,5%. A rede encerrou o período com 1.695 lojas, ante 1.657 há um ano.

Apesar do salto nos resultados, a companhia mostrou perda de ritmo em vendas por ponto: a venda média mensal por loja atingiu R$ 856 mil, aumento de 6,9% ao ano, mas o indicador de mesmas lojas — que considera unidades abertas há pelo menos 12 meses — desacelerou de 18,1% no 2º trimestre de 2025 para 8% no mesmo período de 2026.

A empresa atribuiu parte relevante da desaceleração à dinâmica dos medicamentos análogos de GLP‑1, com base de comparação mais forte a partir de maio de 2025 após o lançamento da Tirzepatida no Brasil. No lado financeiro, a alavancagem caiu para 1,8 vez contra 2,6 vezes um ano antes, uma folga que a própria gestão diz ver como condição para retomar um ritmo maior de aberturas.

Do ponto de vista prático, o balanço combina sinais mistos: desalavancagem e avanço de margem trazem espaço para investimentos, mas a queda da expansão em mesmas lojas expõe vulnerabilidade a efeitos de base e concentração de receita em categorias específicas. Para sustentar crescimento consistente, a Pague Menos terá de ampliar fontes de venda e demonstrar que a retomada de aberturas será acompanhada por recuperação da demanda por loja.