O Grupo Panvel registrou lucro líquido ajustado de R$ 46,4 milhões no terceiro trimestre, um avanço de 35,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita bruta somou R$ 1,7 bilhão, crescimento anual de 15,3%, com destaque para o canal digital.

Segundo o CFO Antonio Napp, o resultado reflete uma mudança estrutural na rentabilidade da companhia. A empresa tem registrado crescimento superior a 15% a cada trimestre e, no Investor Day do início de 2026, traçou uma meta de dobrar de tamanho até 2030.

Entendemos que é uma mudança de patamar. Essa construção já vem sendo feita ao longo dos últimos trimestres

As vendas digitais avançaram 104% no trimestre e já representam 46,6% da receita bruta do varejo; das compras digitais, 78,5% foram feitas pelo aplicativo. A companhia aposta na integração entre loja física e app, com entregas em 15 a 30 minutos e menor atrito para o cliente.

Os itens à base de GLP‑1 tiveram alta de 68,8% e respondem por mais de 11% das vendas no varejo da Panvel. Napp afirma liderança da empresa nessa categoria no Sul e aponta que a queda de preços tem trazido clientes que antes recorriam ao mercado informal.

Sobre o cenário macro, o executivo adotou tom cauteloso: farmácias tendem a sofrer menos do que outros segmentos por venderem itens de necessidade. Napp acrescentou que juros mais baixos acelerariam a expansão, mas que a empresa está preparada para oferecer opções mais acessíveis aos consumidores.

A gente começou a se desafiar: como é que a gente pode fazer com que o app da Panvel, na mão do cliente, dentro da loja, também seja uma ferramenta útil de compra, de descoberta?