O petróleo encerrou a sessão em queda nesta quinta-feira (4), com realização de lucros após sinais de redução das tensões no Oriente Médio. O WTI para julho fechou em queda de 3,1%, a US$ 93,04 o barril na NYMEX, enquanto o Brent para agosto caiu 2,84%, a US$ 95,03 na ICE de Londres.
O recuo reflete a diminuição do prêmio de risco depois do avanço nas negociações entre Israel e o Hezbollah — o presidente do Líbano chegou a dizer que a implementação de um cessar-fogo poderia começar em até 24 horas após aprovação final. Ao mesmo tempo, o Irã negou avanços concretos e condicionou qualquer entendimento ao fim dos ataques e à retirada de tropas, preservando a incerteza sobre a efetiva trégua.
Instituições como a XS.com e o Price Futures Group destacaram que episódios anteriores de aparente desescalada foram seguidos por novas hostilidades, e que sinais de distensão tendem a provocar realização de lucros. O ING observa estoques que dão suporte parcial ao mercado, mas projeta um aperto gradual da oferta no terceiro trimestre, o que mantém riscos altistas caso as tensões retornem.
Do ponto de vista doméstico e macroeconômico, o alívio momentâneo pode reduzir pressão de curto prazo sobre preços de combustíveis e inflação, mas a melhora é condicional e temporária. A normalização plena do tráfego no Estreito de Ormuz e a restauração de fluxos logísticos levariam meses, segundo analistas, o que impõe um cenário de vigilância para investidores e formuladores de política econômica.