Os contratos do petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, revertendo benefícios do pregão após relatos de um possível acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã que poderiam aliviar tensões no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. O WTI para julho recuou 1,94%, terminando a US$ 96,35 o barril na Nymex, enquanto o Brent caiu 2,32%, a US$ 102,58 na ICE de Londres.

Durante a tarde, a alta registrada pela commodity foi anulada depois que veículos relataram que os dois países teriam avançado em um texto intermediário mediado pelo Paquistão. Em seguida, autoridades iranianas negaram o progresso nas negociações, reintroduzindo incerteza no mercado. A sequência de notícias testou a paciência de investidores em busca de sinais claros sobre oferta e risco geopolítico.

O dia também trouxe outro elemento: diretrizes do líder supremo iraniano sobre o manejo de urânio com grau próximo ao usado em armas, segundo fontes citadas pela Reuters. Esse posicionamento, aliado às negativas oficiais sobre qualquer acordo, sugere que eventuais entendimentos diplomáticos terão pontos sensíveis difíceis de conciliar — inclusive demandas citadas por autoridades israelenses de que estoques de urânio seriam removidos do país.

Para investidores e formadores de preço, a oscilação mostra que o mercado permanece altamente dependente de notícias políticas e diplomáticas, em um cenário onde boatos e desmentidos geram movimentos bruscos. A tendência das cotações dependerá agora da convergência de sinais entre Teerã, Washington e aliados; por enquanto, a volatilidade segue como principal risco para preços e estratégias de hedge. Informações: Reuters e Broadcast.