Os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta nesta quinta-feira (28), em uma sessão marcada por incerteza e movimentos contraditórios. O WTI para julho avançou 0,25%, a US$ 88,90 o barril, e o Brent para agosto subiu 0,49%, para US$ 92,70 — patamares que refletem um prêmio de risco ainda presente na precificação.
A alta acompanhou notícias de que EUA e Irã teriam fechado um acordo provisório para prorrogar um cessar‑fogo por 60 dias e reabrir a navegação no Estreito de Ormuz, mas o texto ainda dependeria da aprovação do presidente americano. Veículos iranianos próximos às negociações, por sua vez, disseram que o memorando não estava finalizado, alimentando dúvidas sobre a efetividade do acordo.
No plano militar, relatos de ataques e contra‑ataques na região — com a Guarda Revolucionária do Irã afirmando ter atingido uma base aérea dos EUA após ações americanas — reacenderam o risco de interrupção nos fluxos marítimos. Analistas apontam que o mercado opera dividido: há apreensão diante da possibilidade de nova escalada e, ao mesmo tempo, alguma esperança de que interesses estratégicos levem a um entendimento temporário.
O efeito prático é uma volatilidade sustentada e um prêmio de risco que limita quedas mais acentuadas. Mesmo com sinais de que os fluxos podem retornar à normalidade, investidores ainda não descartam cenários de interrupção, o que mantém aberta a possibilidade de novas variações de preço conforme os desdobramentos diplomáticos e militares forem confirmados.