Os contratos futuros do petróleo subiram mais de 3% na manhã desta quarta-feira (22), aproximando-se de máximas não vistas desde 11 de junho. Às 11h07 (horário de Brasília), o Brent avançava 3,19%, a US$ 93,93 o barril, e o WTI subia 3,05%, a US$ 86,93, refletindo uma aversão maior ao risco diante da escalada bélica no Oriente Médio.
O movimento amplia as altas já observadas na véspera e está ligado a uma série de ataques e contra-ataques: o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou ter atacado alvos militares no Irã pela 11ª noite consecutiva, enquanto petroleiros no Mar Vermelho retornaram a portos após alertas da milícia Houthi, apoiada por Teerã.
A tensão aumentou ainda com o disparo de seis mísseis pelo Irã contra a Jordânia, segundo as Forças Armadas jordanianas; defesas aéreas do país interceptaram drones e dois projéteis caíram em áreas remotas. Essa sequência reforça o temor de novas interrupções de fornecimento em rotas e infraestruturas sensíveis.
No campo econômico, a alta dos preços do petróleo tende a pressionar custos de energia e combustíveis, elevar a inflação de bens e serviços e pesar sobre contas de importação para países dependentes do insumo. Para mercados, o episódio eleva o prêmio de risco e pode aumentar a volatilidade nos próximos dias.
Investidores e autoridades terão de acompanhar a evolução dos ataques e a capacidade de proteção de rotas comerciais. Para o Brasil, embora o impacto direto dependa de fatores cambiais e estoques domésticos, a escalada encarece o cenário energético e reforça a necessidade de vigilância sobre efeitos inflacionários e fiscais.