O mercado de petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, ainda que a semana termine com ganhos. Em Nova York, o contrato WTI para agosto caiu 0,93%, a US$ 71,41 o barril; em Londres, o Brent para setembro recuou 0,38%, a US$ 76,01. No balanço semanal, entretanto, o WTI avançou 3,82% e o Brent subiu 5,39%, refletindo uma semana marcada por aversão ao risco.

A volatilidade do pregão acompanhou declarações do presidente dos Estados Unidos, que afirmou haver acordo para manter negociações com o Irã, mas também declarou que o cessar-fogo entre os países acabou. Do lado iraniano, o presidente do Parlamento afirmou que Teerã não se renderá e que há intenção de responder militarmente se o memorando for descumprido. O episódio reacende a preocupação com o controle do Estreito de Ormuz, artéria vital para o transporte de petróleo.

Analistas da Ritterbusch & Associates advertiram que conversas diplomáticas podem ser infrutíferas sem definição sobre o controle da passagem, o que mantém o risco de prolongada incerteza. A Agência Internacional de Energia (AIE) acrescentou que a escalada pode alterar previsões de um excedente significativo no mercado no ano seguinte, reduzindo margem para acomodar choques de oferta.

No mesmo dia, a Ucrânia atacou infraestrutura energética na Rússia, com drones atingindo uma refinaria na região de Krasnodar, e relatos de corrida a postos de combustível entre a população local. O conjunto de eventos eleva o risco de maior volatilidade dos preços, pressiona custos de transporte e combustíveis e representa um desafio para a estabilidade das cadeias de suprimento energéticas — cenário que investidores e formuladores de política precisarão acompanhar de perto nas próximas semanas.