Petróleo caiu cerca de 13% ao longo da semana, em meio a uma rodada de volatilidade ligada à guerra no Oriente Médio e a temores sobre oferta. Na sexta (6), o Brent para janeiro fechou em US$ 98,32 o barril (+0,03%, ICE) e o WTI para dezembro em US$ 90,83 (+0,34%, Nymex), mas os contratos registraram forte perda acumulada no período.
Operadores do mercado reagiram também aos resultados das eleições de meio de mandato nos EUA, que reforçaram a leitura de que Washington teria mais incentivo para buscar uma solução diplomática — cenário que, na visão de parte do mercado, poderia aliviar riscos de interrupção do fornecimento, segundo a XS.com. Ao mesmo tempo, a perspectiva de um acordo de paz permanece remota frente à persistência de ataques na região.
As tensões no Golfo continuaram a alimentar o nervosismo: a agência UKMTO informou que o comandante de um petroleiro relatou uma explosão próxima à embarcação enquanto atravessava o Estreito de Ormuz. Em paralelo, a agência Anadolu registrou diálogo por telefone entre o emir do Catar, xeque Tamim, e o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre iniciativas para reduzir as tensões. A França liberou 3,6 milhões de barris de diesel de suas reservas, e o Brasil prorrogou até 31 de dezembro a alíquota de 12% do imposto de exportação sobre óleo bruto, medida voltada a preservar o abastecimento doméstico.
Do ponto de vista da oferta e demanda, o JPMorgan estima que a oferta excedeu a demanda em 1,1 milhão de barris por dia em setembro, subindo para 1,4 milhão bpd em outubro, e calcula retração de 3,3 milhões bpd na demanda desde o início do conflito, no final de fevereiro. Esse mix de risco geopolítico e sinais macroeconômicos mantém os preços sob pressão e alimenta a volatilidade nos mercados.