Os contratos futuros do petróleo recuaram nesta segunda-feira, atingindo os níveis mais baixos em mais de uma semana após os Estados Unidos suspenderem uma série de ataques aéreos contra o Irã. O Brent caiu cerca de US$8,42 (8,7%), fechando em US$88,36 o barril — o menor desde 17 de julho — e o WTI recuou US$6,70 (7,5%) para US$82,61.
A retração ocorre depois de um pico acima de US$100 por barril na semana passada, quando o conflito regional afetou embarques pelo Estreito de Ormuz e pelo Mar Vermelho, prejudicando parte das exportações sauditas destinadas à Ásia. Interceptações de drones e alegações de ataques por parte dos houthis mantêm, porém, um cenário de risco latente para as rotas marítimas.
Analistas veem a suspensão das ações militares como um alívio temporário que pode favorecer a retomada parcial do tráfego e pressionar os preços para baixo, mas alertam que isso não garante segurança duradoura nas rotas ou estabilidade dos preços. Em suma: os mercados procuram sinais de solução diplomática, mas qualquer nova escalada pode reverter os ganhos rápidos.
Para a economia, a queda do petróleo tende a aliviar, ainda que modestamente e de forma temporária, a pressão sobre a inflação e os preços dos combustíveis, o que tem efeitos diretos no bolso do consumidor e no custo de transporte. Mantida a retração, governos e bancos centrais podem ganhar margem; se o conflito reaquecer, porém, os riscos para crescimento e preços voltou ao radar.