Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira após o presidente dos EUA afirmar ter aprovado pontos finais em negociações com o Irã e suspender operações militares planejadas. O WTI para julho caiu 2,58%, a US$ 87,71 o barril, enquanto o Brent para agosto recuou 2,92%, a US$ 90,38. O movimento acelerou após o anúncio, refletindo um alívio imediato nas primas de risco associadas ao conflito no Golfo Pérsico.

A sessão foi marcada por forte volatilidade, com investidores acompanhando uma troca de ataques entre Estados Unidos e Irã ocorrida na madrugada e, em seguida, o sinal político de trégua. Analistas da Macquarie avaliaram que as notícias matinais são mais tranquilizadoras para as perspectivas de paz, embora o humor do mercado continue altamente dependente dos próximos episódios na região.

Relatórios setoriais também mudaram as perspectivas de demanda: a Opep cortou sua projeção de crescimento da demanda para 2026 em 200 mil bpd, enquanto elevou a previsão para 2027. A consultoria Rystad Energy destacou que o mercado está melhor posicionado para absorver interrupções graças a exportações recordes dos EUA, demanda chinesa mais fraca e rotas alternativas que reduzem a dependência do Estreito de Ormuz.

Para investidores e formuladores de política, a combinação entre queda de preços e revisão das expectativas implica menor pressão imediata sobre inflação e contas externas, mas não elimina o risco de novas oscilações. A dinâmica mostra que ganhos de curto prazo podem ser efêmeros: o mercado reagiu ao sinal de negociação, mas permanece sensível a qualquer reversão nas conversas ou a novos episódios de violência.