Brasília, DF – Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda nesta segunda-feira (2), pressionados por sinais de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pela decisão da Opep+ de manter suas metas de produção para dezembro.

Na ICE de Londres, o Brent para janeiro caiu 7,63%, desvalorizando US$ 8,66 e fechando a US$ 104,77 o barril. Na Nymex, o WTI para dezembro recuou 7,36% (US$ 7,66), para US$ 96,46 o barril.

Vamos ver

O movimento ocorreu depois que autoridades iranianas disseram ter um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar negociações nucleares com os EUA, caso Washington atenda às exigências de Teerã. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre a disposição do regime iraniano e resumiu a situação: "Vamos ver".

Analistas destacaram que o mercado segue extremamente sensível a notícias do Oriente Médio. Pavel Molchanov, da Raymond James, afirmou que há razão para ceticismo após várias "falsas esperanças" recentes, e Giovanni Staunovo, do UBS, apontou que as negociações diplomáticas reduziram temporariamente o prêmio de risco.

Paralelamente, sete produtores da Opep+ concordaram em não alterar as metas de produção para dezembro, enquanto empresas redirecionam exportações para contornar Ormuz. A guerra no Golfo já consumiu estoques significativos: o CEO da ADNOC afirmou que quase 1 bilhão de barris saíram dos estoques desde o início do conflito. O Goldman Sachs elevou suas projeções, dizendo que o Brent poderia alcançar US$ 140 em 2027 se a produção do Golfo ficar 3,5 milhões de barris por dia abaixo da média prevista para 2025.

base da diplomacia