Os contratos futuros do petróleo tiveram alta significativa nesta segunda-feira, após nova escalada de tensão no Estreito de Ormuz. O Brent avançou cerca de 5,64%, terminando em US$ 95,48 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu aproximadamente 6,87%, para US$ 89,61. A movimentação reflete receio dos investidores com o futuro das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O movimento reverteu parte da forte queda de 9% registrada na sexta-feira, quando Teerã afirmou que a passagem de navios comerciais estava aberta até o fim do cessar‑fogo. No fim de semana, porém, os Estados Unidos apreenderam um navio de carga iraniano que tentou romper um bloqueio, e o Irã avisou que responderia — fatos que reacenderam temores de retomada das hostilidades.

Com o cessar‑fogo de duas semanas prestes a expirar no fim desta semana, a chance de continuação das conversações ainda é incerta: autoridades iranianas dizem avaliar participação em novas rodadas, mas nenhuma decisão foi tomada. Analistas do mercado, citando a volatilidade recente, observam que a confiança acumulada na queda dos preços evaporou e que o leque de cenários agora inclui episódios de alta abrupta.

A alta de hoje tem implicações práticas: pressiona preços de combustíveis, amplia risco de inflação e complica projeções macroeconômicas que afetam política monetária e contas públicas. Ao mesmo tempo, especialistas lembram que, na ausência de um conflito em larga escala, os preços podem recuar gradualmente, mas governos e agentes econômicos terão de conviver com maior imprevisibilidade no curto prazo.