Os contratos futuros de petróleo ampliaram ganhos na noite de domingo após ataques no Oriente Médio que reacenderam o risco de uma escalada regional. O Brent avançou para US$ 110,70 o barril (alta de 1,32%), enquanto o WTI subiu para US$ 107,26 (1,75%), ambos alcançando os níveis mais altos das últimas duas semanas.

A movimentação ocorre num cenário em que as esperanças de um acordo que reduza ataques e apreensões no Estreito de Ormuz têm diminuído. Na semana anterior, os contratos já haviam subido mais de 7%, à medida que negociações entre Estados Unidos e China não resultaram em desdobramentos capazes de acalmar os mercados.

Os incidentes recentes incluem um ataque contra a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, cuja origem está sendo investigada; autoridades locais disseram que têm o direito de responder a "ataques terroristas". A Arábia Saudita informou ter interceptado drones e advertiu que tomará medidas operacionais para proteger sua soberania. Fontes citadas pela imprensa norte-americana indicam que o presidente Donald Trump deve avaliar opções militares com seus assessores nesta semana.

Do ponto de vista econômico, a nova alta do petróleo amplia pressões inflacionárias globais e locais, repercutindo em preços de combustíveis, custos logísticos e conta de energia. Para países importadores, como o Brasil, isso tende a deteriorar a balança comercial, pressionar o câmbio e complicar a agenda de responsabilidade fiscal. No mercado financeiro, prolongamento da incerteza geopolítica sustenta prêmio de risco e pode influenciar decisões de política monetária em um ambiente já sensível à inflação.