Os futuros do petróleo reagiram com força aos ataques militares em Beirute: o WTI avançou US$ 2,57 (3,48%), para US$ 93,11 o barril, e o Brent teve alta de US$ 2,67 (2,87%), a US$ 95,76 por barril, segundo cotações registradas às 22h15 GMT. O movimento ocorreu após as Forças de Defesa de Israel afirmarem ter atingido infraestrutura do Hezbollah no bairro de Dahiyeh.

Fontes libanesas relatam que o ataque teria atingido dois prédios residenciais, com imagens mostrando extensa fumaça e danos a blocos de apartamentos. As Forças de Defesa de Israel também relataram o lançamento de mísseis balísticos a partir do Irã, episódio que, se confirmado, agrava o risco de uma escalada regional — risco reforçado por advertências iranianas sobre ataques “mais devastadores”.

No terreno econômico, a surpresa foi dupla: além do choque geopolítico, o mercado vê com atenção a postura da Opep+. O grupo aprovou, pela quarta vez, um aumento marginal das cotas — 188 mil barris por dia a partir de julho — mesmo diante de uma queda efetiva da produção, que caiu para 33,19 milhões de b/d em abril, ante 42,77 milhões em fevereiro, segundo a própria OPEP.

Para o Brasil, uma nova rodada de alta internacional do petróleo tensiona inflação, conta de importação de combustíveis e a trajetória de preços administrados, pressionando metas fiscais e o câmbio. A conjuntura expõe a contradição entre ajustes formais de cotas e a capacidade real de oferta, e acende alerta sobre volatilidade persistente no mercado energético.