Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, reagindo à escalada militar no Estreito de Ormuz, mas encerraram a semana em queda acentuada. O contrato WTI para junho subiu 0,64%, a US$ 95,42 o barril, e o Brent para julho avançou 1,23%, a US$ 101,29, na ICE. No acumulado semanal, as duas referencias perderam 6,39% e 6,36%, respectivamente.

A reação do mercado ocorreu após relatos de trocas de ataques entre Estados Unidos, Irã e Emirados Árabes Unidos na região estratégica. O presidente Donald Trump confirmou que três destróieres da Marinha dos EUA foram atacados, mas afirmou que o cessar-fogo com o Irã permanece em vigor. O Irã, por sua vez, acusou os EUA de atacar um petroleiro iraniano e de realizar ataques aéreos contra áreas costeiras. Ainda segundo o material-base, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, esperava uma resposta do Irã sobre uma proposta de solução.

O cenário é marcado pela contradição: episódios de confronto empurram preços para cima no curtíssimo prazo, enquanto notícias sobre um possível acordo haviam derrubado cotações no início da semana. A volatilidade aumenta o risco de repasses para combustíveis e pressiona indicadores de inflação, com impacto direto sobre o bolso do consumidor e a capacidade do governo de manter metas fiscais sem surpresas.

Para investidores e formuladores de política econômica, a mensagem é clara: o mercado segue sensível a desdobramentos geopolíticos e a tentativas de negociação. A combinação de alta pontual e queda semanal reforça que o caminho dos preços do petróleo permanece incerto, exigindo monitoramento constante e estratégias de contingência para mitigar efeitos sobre a inflação e as contas públicas.